segunda-feira, 20 de julho de 2020

BOTAFOGO-PB EMPATA COM O JÁ CLASSIFICADO SOUSA E SEGUE FORA DO G 2 DO GRUPO A.


Classificado antecipadamente para o mata-mata, o Sousa recebeu o Botafogo-PB, no estádio Marizão, pela nona rodada do Campeonato Paraibano. Com um gol para cada time em cada tempo, o placar por 1 a 1 não mudou a posição na tabela para nenhuma das equipes.


 Logo aos 6 minutos, Dakson lançou Iranilson na direita. Ele invadiu na área e bateu cruzado de esquerda. Jó Boy, que estava na linha da pequena área, ficou com a bola e encheu o pé direito para estufar a rede e abrir o placar para o Sousa. 


 O Botafogo-PB tinha muita dificuldade na criação. Em ritmo lento, não criava chances e dava muito espaço para o Dinossauro quando não tinha a bola. Felipe teve seu gol atacado com perigo mais duas vezes no primeiro tempo, enquanto Ricardo, goleiro alviverde, praticamente não trabalhou. 


 No intervalo, Mauro Fernandes mexeu em atacado e sacou Pimentinha, Mário e Wellington Cézar para colocar em campo Dico, Chistianno e Erivélton, deixando a equipe mais ofensiva. 


 E logo no início do segundo tempo, no primeiro minuto, Rodrigo Andrade mandou uma paulada de primeira, da marca do pênalti, após rebote do escanteio para deixar tudo igual no Marizão.



 Por muito pouco o Belo não virou aos 27 minutos. Erivélton, que entrou para atuar na lateral-direito, foi até a linha de fundo e cruzou para a pequena área, onde o baixinho Dico cabeceou livre, mas Ricardo operou um verdadeiro milagre para evitar o segundo gol botafoguense. 



 Aos 45 minutos, em lance normal, o zagueiro botafoguense Luís Gustavo e o meio-campista Gionnotti, do Sousa, se estranharam e Wagner Reway, árbitro do jogo, preferiu dar cartão vermelho para os dois de forma exagerada.


 Com o empate, o Sousa se mantém na vice-liderança do Grupo B, com 14 pontos, mas fica a três pontos de distância do líder Campinense. Já classificado para a semifinal, o Dinossauro encara o Atlético de Cajazeiras na próxima rodada. Já o Botafogo-PB foi aos 17 pontos, e continua na terceira colocação do Grupo A, com a mesma pontuação do Treze, segundo lugar, e um atrás do primeiro, Atlético de Cajazeiras.

 O Belo encara o CSP, no Almeidão, pela décima rodada, ainda sem data definida. 


 Equipe @Vozdatorcida

CAMPINENSE VENCE ATLÉTICO-PB E SE MANTÉM NA PONTA DO GRUPO B.

Foto: Divulgação/ Atlético de Cajazeiras

Em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Paraibano de 2020, Campinense e Atlético de Cajazeiras duelaram no estádio Amigão, em Campina Grande. Mesmo com a vaga nas semifinais garantida, em uma partida de poucas oportunidades, a Raposa contou com gol de Rafael Ibiapino, artilheiro do estadual, para vencer por 1 a 0 e se manter na ponta do Grupo B. 



Na primeira etapa, o Atlético de Cajazeiras comandava as ações, mas a falta de ritmo não permitia que uma pressão nos donos da casa fosse imposta. Com quase nenhuma chance de gol, os dois times foram para o intervalo com o placar zerado. 



 Mas logo aos 2 do segundo tempo, Alex Travassos cobrou escanteio da direita, a bola passou por todo mundo e, na entrada da área, Rafael Ibiapino apareceu livre para bater de pé direito e marcar seu oitavo gol na competição e abrir o placar no Amigão para o Campinense.  

           
                                                             Foto: Divulgação/ Atlético de Cajazeiras

 Depois do gol da Raposa, o Trovão Azul voltou a se lançar ao ataque, mas Rodrigo Dias, goleiro rubro-negro, assistia o jogo de sua pequena área praticamente sem ser acionado. Ederson Araújo, técnico atleticano, fez alterações como as entradas de Marcinho e Yerien para colocar o time no ataque, mas quando se aproximava do último terço do campo, a equipe falhava. 


 Com a vitória, o Campinense chegou aos 17 pontos e se mantém na liderança do Grupo B, com três pontos a mais que o vice-líder Sousa. Na décima rodada, ainda sem data marcada, o rubro-negro faz o Clássico dos Maiorais contra o Treze. O Atlético de Cajazeiras segue com 18 pontos, e deixa aberta a disputa pelas duas vagas no Grupo A, já que tem um ponto a mais que Treze e Botafogo-PB, segundo e terceiros colocados, respectivamente. A próxima partida do Trovão Azul será diante do Sousa, fora de casa. 


 Equipe @Vozdatorcida

sexta-feira, 10 de julho de 2020

ATACANTE SILOÉ É ANUNCIADO PELO SOUSA EM SEU ANIVERSÁRIO DE 29 ANOS.



O Dinossauro Verde do Sertão continua se reforçando para a fase final do Paraibano 2020. O atacante Siloé é mais um reforço e anunciado no dia 10 de julho, aniversário de 29 anos do Dinossauro. 

 Siloé Maciel Pereira, 29 nos, natural de Juazeiro (CE), atacante (ponta esquerda) / atacante (centroavante) mede 179 cm e pesa 72 kg. 

 O jogador está no mercado esportivo desde o ano 2007 e vem do Guarany de Sobral (2020). As informações foram confirmadas pelo auxiliar técnico Edmundo Neto. 
           
Rede Garotão 

                                                                                                         

ABC CONFIRMA VIAGEM E FARÁ PREPARAÇÃO PARA COPA DO NORDESTE EM SALVADOR.


O ABC confirmou nesta quinta-feira que vai fazer a preparação para a reta final da Copa do Nordeste em Salvador, sede única dos jogos. A viagem para a capital baiana será nesta sexta-feira. A competição será retomada no próximo dia 21. 


 O Alvinegro vai realizar treinos no Centro de Treinamento do Vitória e a delegação ficará hospedada em um hotel na capital baiana, com custos pagos pela Liga do Nordeste. A ida antecipada para a sede do Nordestão se dá porque os treinos no Rio Grande do Norte só estarão liberados a partir da próxima quarta-feira, dia 15. 


 Dos 16 clubes clubes que disputam a Copa do Nordeste, o ABC será o primeiro - exceto Bahia e Vitória - a treinar em Salvador. 


- Felizmente, tivemos a confirmação da Liga e já viajamos nesta sexta-feira. Estamos atrasados em nossa preparação e não temos tempo a perder. Amanhã (sexta-feira) mesmo já vamos iniciar os treinos e correr atrás de preparar bem a equipe, tentar colocar o grupo no máximo de condição possível, pois temos um jogo muito importante. Vale classificação e esse é o nosso objetivo - destacou Gustavo Cartaxo, vice-presidente de futebol do ABC.


 O jogo citado por Gustavo é o duelo contra o CSA, pela última rodada da primeira fase do Nordestão. O Alvinegro precisa da vitória para avançar às quartas de final. 


 Todos os jogadores e profissionais do departamento de futebol realizaram testes de Covid-19 e estão isolados no CT Alberi Ferreira de Matos desde a última quinta-feira. A comissão técnica só vai divulgar o grupo que viaja para Salvador na manhã desta sexta-feira. 

 De acordo com a programação divulgada pelo clube, haverá treino no período da tarde desta sexta-feira no CT do Vitória.

 Globo Esporte RN 

COMO ESTÃO OS CLUBES DO RN? GE MOSTRA BALANÇO APÓS ANUNCIO DA RETOMADA DO ESTADUAL.


O Campeonato Potiguar será retomado no dia 1º de agosto, após a liberação do governo do estado. anunciada nesta quarta-feira. Os treinos dos clubes poderão ser realizados a partir do próximo dia 15. O Comitê Científico da Secretaria Estadual de Saúde Pública aprovou o protocolo adotado pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol para autorizar os jogos.


 Mas, com exceção de América-RN e ABC, que já realizaram os testes para Covid-19 de jogadores e profissionais do futebol, como estão os clubes do Rio Grande do Norte? Estão preparados para este retorno do estadual?


 ABC


 O ABC testou jogadores, comissão técnica e profissionais do departamento de futebol e, após a divulgação do resultado negativo, confinou todos desde a última quinta-feira, no CT Alberi Ferreira de Matos. 


Mesmo sem autorização por parte do governo, o Alvinegro realizou treino físico no gramado do Frasqueirão na última segunda-feira. Antes do estadual, tem a reta final da Copa do Nordeste pela frente. O Nordestão será retomado no dia 21, com todos os jogos em Salvador.


 América-RN

 O América-RN decidiu treinar por 10 dias em outro estado após a demora do governo para a liberação das atividades no Rio Grande do Norte. O Alvirrubro está desde o dia 1º no CT do Retrô, na região metropolitana de Recife. Inicialmente, permanece em Pernambuco até sexta-feira. O Alvirrubro também joga a última rodada da Copa do Nordeste antes do estadual. Sem chances de classificação, encara o Fortaleza. 


 Assu 


A diretoria pretende se reunir para ter um posicionamento. O clube não tem condições financeiras para realizar os testes de Covid-19, como exigido.


 - Hoje a gente não tem nenhum contrato em vigor, a não ser jogadores de base. Todos os contratos foram expirados no final de maio - conta o presidente em exercício Williame Dantas. 


 Força e Luz 


Com o plantel reduzido - apenas jogadores de base têm contrato -, ainda não houve testes e também não tem previsão para realizá-los. A expectativa da diretoria é contratar e lutar pela terceira posição no estadual, o que pode valer vaga para a Série D do ano seguinte, caso algum clube do estado suba para a Série C. O Time Elétrico continua sob o comando de João Paulo Oliveira. 


 Globo FC 


A Águia de Ceará-Mirim tem 22 atletas com contrato em vigor e também pretende se reforçar para a Série D. O clube está tentando viabilizar parceria para realizar a testagem para a Covid-19 dos atletas e comissão técnica. Renatinho Potiguar é o treinador do Globo.


 - A gente está correndo para fazer as testagens esta semana, ou, no mais tardar, no começo da próxima semana, para começar os treinos no dia 15. A gente está tentando parceria, conversando com empresas para diminuir os custos - contou o diretor de futebol Rafael Ramalho 


 Palmeira de Goianinha


 O clube tem 30 jogadores no elenco, sendo a maioria formada por atletas da base. Não houve testagem ainda. Grupo que gerencia o futebol do Palmeira destacou que tomará providências para estar pronto para o estadual, no qual briga contra o rebaixamento nos últimos jogos. O treinador é Sérgio Maria.


 Potiguar de Mossoró 


Também não realizou testagem do elenco. Atualmente, conta com apenas 10 jogadores. Anunciou Higor César como treinador na noite desta quarta-feira. 


 Santa Cruz de Natal O presidente de honra do clube, Lupercio Segundo, afirmou que não tem jogadores com contrato, e nem tem condições de realizar a testagem. Vai aguardar uma definição quanto às datas dos jogos para tomar novas medidas.

 - Não tenho como preparar, planejar nada. Hoje, infelizmente, não tem condição financeira. Vamos ver como vão ficar as coisas - disse.


Globo Esporte RN 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

TRATADO COM " A CEREJA DO BOLO"POR ALDEONE, GIANNOTTI SEGUE NO SOUSA PARA A RETA FINAL DO PARAIBANO.

Giannotti, ao lado do técnico Givanildo Sales (à esq.) e do presidente Aldeone Abrantes (à dir.) no momento da sua chegada ao Sousa, ainda em março — Foto: Divulgação / Sousa

O meia-atacante Giannotti vai seguir no Sousa para a disputa da reta final do Campeonato Paraibano. Depois de o presidente do clube, Aldeone Abrantes, admitir o receio de que o jogador não continuasse fazendo parte do elenco alviverde, o clube divulgou nesta quarta-feira, em suas redes sociais, que ele fica. 


 Giannotti retornou ao Sousa na segunda semana de março e só entrou em campo em duas partidas do Dinossauro no Campeonato Paraibano. Como a competição foi paralisada pouco depois - por conta da pandemia do novo coronavírus -, a diretoria do clube liberou os jogadores, e o meia foi para São Paulo, onde passou esse período de isolamento. Nesse momento, Aldeone temeu perder o jogador para a sequência do estadual. 


 - Gionnotti chegou e era a cereja do bolo. Estávamos crescendo na hora certa. Mas tudo desmoronou. O Gionnotti foi para São Paulo e parece que não volta - comentou o dirigente sousense na semana passada. 


 Confira a tabela completa do Campeonato Paraibano 


Mas a diretoria alviverde seguiu tentando convencer o jogador a seguir no clube. E deu certo. De acordo com o gerente de futebol do Sousa, Rafael Abrantes, Giannotti já estava prestes a acertar com um time de São Paulo, mas preferiu voltar ao Dino e disputar a reta final do Paraibano. 



 - Giannotti estava para acertar com um clube lá (em São Paulo). Só que a gente conseguiu trazê-lo de volta para ele usar estes dias de restante de campeonato, para, quando terminar, ele já chegar lá no clube dele preparado. É uma sacada para o jogador e foi um acerto muito bom para o Sousa - explicou o gerente de futebol. 


 - Ele é muito importante para a gente - finalizou Rafael Abrantes. 


Giannotti já está na cidade de Sousa, onde realizou exame para a Covid-19 e, como o resultado foi negativo, ele já está integrado ao elenco do técnico Givanildo Sales e treina normalmente na tarde desta quarta-feira, no Marizão. 


 Vice-líder do Grupo B do Campeonato Paraibano, o Dinossauro tem 13 pontos e está atrás do Campinense apenas nos critérios de desempate. De acordo com o cronograma estabelecido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), as duas rodadas restantes da primeira fase vão acontecer nos dias 22 e 26, quando o Dinossauro tem duelos contra Botafogo-PB e Atlético-PB, respectivamente, ambos como mandante. Mas vale destacar que essas datas ainda dependem de autorização por parte do Governo do Estado. 

 O Sousa depende apenas das suas próprias forças para conseguir a classificação para as semifinais, podendo já garantir essa vaga se vencer o Belo. Por outro lado, corre um risco mínimo de perder a vaga para o Nacional de Patos.


Globo Esporte PB 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

EU ESTAVA LÁ! ATLÉTICO -PB LEVA TÍTULO COM UM INUSITADO WO APÓS SE REALINHAR COM A FPF EM 2002.

Atlético-PB, time Atlético-PB, Atlético-PB campeão paraibano 2002, Campeonato Paraibano 2002, — Foto: Redeusman Lopes / Atlético-PB


O ano era 2002... Estávamos um pouco agitados na redação de O Norte, maior jornal de João Pessoa àquela época. Dali a pouco sairia a resposta da superintendência se iríamos pegar a estrada rumo a Cajazeiras. A justificativa na OV ("ordem de viagem") era uma final de Campeonato Paraibano pouc habitual, e que poderia ser decidida num WO. 


 Jogos Históricos da Paraíba: com triunfo por WO, Atlético-PB fatura título inédito em 2002


 Há 17 anos, STJD punia Atlético-PB e abria caminho para Botafogo-PB ser o campeão paraibano de 2002 


FPF faz consulta ao STJD sobre a polêmica do Paraibano de 2002 após pedido do Botafogo-PB 



Seria histórico, claro. Já tínhamos a informação que o Campinense não seguiria para o jogo contra o Atlético-PB. Ainda assim, uma viagem para Cajazeiras extrapolaria o orçamento da empresa - afinal, ninguém previa a final do estadual de 2002 no Sertão. E, cá para nós, não era comum pegar a estrada, pagar hotel, despesas de alimentação, diárias, etc. Por isso, ninguém sabia ao certo se o pedido seria aprovado. 


 Enfim, veio a resposta: APROVADO. 

 Não deu para segurar o soco no ar, tal qual Pelé. Iríamos para Cajazeiras: eu, editor de esportes de O Norte; o repórter fotográfico Francisco França; o editor de esportes do Diário da Borborema, Leonardo Alves; e o motorista Anselmo, mais conhecido como Sheba. 


  A caminho do Sertão 


Saímos às 23 horas. Fazia frio em João Pessoa, o que me fez adotar um figurino pouco usual para quem iria desembarcar no Sertão: camisa de mangas compridas. O que provocou um comentário malicioso de Chico França logo que subi ao carro.


 - Você pensa que está indo pra onde? - disse, com o conhecimento sertanejo de quem nasceu e viveu boa parte da vida em Patos.



 Passamos por Campina, para pegar o Léo Alves. Ali estava ainda mais frio, especialmente castigado pela madrugada da serra. Tive a sensação de vitória sobre o comentário do fotógrafo. 



 Dali em diante, era estrada. Seriam cinco ou seis horas até chegar a Cajazeiras. Como o hotel estava reservado para o meio-dia, não havia pressa para chegar lá. Tínhamos o sábado, véspera do jogo, para curtir a viagem. Paramos em Coremas. Foi a primeira vez que vi um açude da dimensão do Coremas-Mãe D'Água. Fiquei deslumbrado. Parecia um mar no Sertão - quem ainda não teve a oportunidade de ver de perto, eu recomendo. 



  Impressionante o que a água faz com a paisagem sertaneja. De quilômetros a fio vendo a seca que castigava as margens da BR-230, a um verde que parecia banhado por um oásis. Impossível não ficar um pouco mais na cidade...


 Mas a missão era cobrir a final do Campeonato Paraibano. Passamos por Patos, Pombal, Sousa... Aliás, almoçamos na terra dos dinossauros. Era a última parada antes do destino final. 

                                                    Redeusman Lopes / Atlético-PB

 Chegamos a Cajazeiras. O ar-condicionado do carro mantinha a minha condição de agasalhado intacta. Ao abrir a porta, fomos baforados pelo calor típico do Sertão. Não era um quente qualquer. 


Era insuportável mesmo para quem vinha da capital. O velho Chico França tinha razão, o que ele fazia questão de denunciar com o sorrisinho de canto de boca. Algo como quem quisesse dizer: "Não falei?". 


 Para entender 2002... 


De roupas apropriadas após um banho, começamos a trabalhar. 


 A primeira parte era visitar a concentração do Atlético-PB. Dali sairia o campeão paraibano daquele ano numa reviravolta improvável do campeonato. Era salutar saber como se deu esse processo com os personagens que faziam o clube. 



  Só recapitulando: o Campeonato Paraibano de 2002 teve um dos regulamentos mais confusos da história. Eram 15 times, mas Botafogo-PB e Treze (que jogavam a Copa do Nordeste naquele ano) só entravam na fase final, o Hexagonal Decisivo. Os outros quatro times para essa etapa final sairiam de uma primeira fase que era dividida em grupos do Litoral (América de Caaporã, Auto Esporte, Miramar e Santa Cruz-PB), Agreste (Campinense, Guarabira, Perilima, Serrano-PB e Vila Branca) e Sertão (Atlético-PB, Esporte de Patos, Nacional de Patos e Sousa). 



                                   Estádio Perpetão em 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco



 Vice-líder do Grupo do Sertão, o Atlético-PB encarou o Auto Esporte, terceiro do Litoral, por uma vaga na semifinal. Na prática, uma vaga no Hexagonal, já que os quatro classificados do mata-mata já estariam na decisão com Botafogo-PB e Treze. O Atlético-PB passou com um empate (2 a 2, em João Pessoa) e uma vitória (2 a 1, em Cajazeiras). 




 As aberrações do regulamento começavam aí. Com os quatro times classificados já garantidos no Hexagonal (além do Atlético-PB, passaram ainda Campinense, Serrano-PB e Sousa), a fórmula previa que se jogassem as semifinais e finais da primeira fase até se conhecer o campeão. Um título simbólico, já que não daria vantagem alguma para a fase final, onde todos começariam zerados.


 Time do Atlético de Cajazeiras venceu cinco jogos no Hexagonal Final de 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco 


O Atlético-PB jogou com o Campinense. Perdeu por 4 a 1 em Campina Grande, o que praticamente inviabilizaria a classificação no jogo de volta. Para piorar, havia perdido o mando de campo numa decisão polêmica do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PB), na época estranhamente alinhado com a Federação Paraibana de Futebol (FPF), comandada por Rosilene Gomes. O jogo da volta passou para João Pessoa, o que não foi aceito pelos sertanejos. Resultado: o Campinense compareceu e ganhou por WO. 


 Idas e vindas com a FPF 

 Politicamente, o Atlético-PB não era alinhado com a Federação. E o relacionamento piorou de vez com o WO, que, na opinião de Rosilene, manchava o campeonato. Dirigido pelo Padre Francivaldo, que não fazia questão de demonstrar a sua oposição à gestão da FPF, o clube reclamava rotineiramente das decisões administrativas - fossem da Federação ou do TJD-PB. 



 Classificado para o Hexagonal, já que o WO não implicava em maiores sansões, o Atlético-PB acompanhou com indignação a tabela divulgada pela Federação. Dos cinco primeiros jogos, quatro deles seriam fora de casa. O único como mandante, pasmem, era para cumprir um último jogo de punição do Tribunal e seria jogado em Patos. Ainda assim, o time fechou os jogos de ida com 7 pontos (2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas). Para desespero da FPF, o desafeto estava na briga pelo título. Afinal, a situação agora se invertera, e dos cinco jogos restantes, quatro seriam em casa.

Tassiano Gadelha, técnico e presidente da Junta Governativa do Atlético-PB em 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco


 O desgaste com a Federação, no entanto, acabou fazendo o Padre Francivaldo renunciar à presidência do Atlético de Cajazeiras. Em seu lugar assumiu uma Junta Governativa, comandada pelo treinador do time na época, Tassiano Gadelha. O relacionamento com a Federação, então, mudou da água para o vinho. E Rosilene Gomes passou a dar declarações públicas elogiando a nova administração do clube e mostrando simpatia com a possibilidade de mais um sertanejo conquistar o título paraibano, repetindo a façanha do Sousa, oito anos antes. Era justamente essas idas e vindas no relacionamento com a Federação que eu queria me aprofundar visitando a concentração do Atlético-PB. Fomos muito bem recebidos. Ao contrário do que se podia imaginar com o iminente WO, o clima era mesmo de decisão. Todos estavam preparados para o Campinense mudar de ideia e comparecer ao Perpetão no dia seguinte.



 Por que o Campinense não jogaria? 


Como disse antes, todos nós já sabíamos que não haveria jogo. Para o Campinense, não valia nada. E ainda tinha a possibilidade de, empatando ou ganhando do Atlético-PB, dar o título estadual de bandeja para Treze ou Botafogo-PB, que jogariam no mesmo dia em Campina Grande. Os próprios torcedores da Raposa pediam para a equipe não ir a campo e deixar o Trovão Azul comemorar um título inédito. 

Jogadores do Atlético-PB conversam com a arbitragem antes do jogo em 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco


 Mas a diretoria do Campinense segurou a informação oficial de que não viajaria. Na prática, estava mais preocupado com a seletiva da Copa do Nordeste, que daria uma vaga no torneio regional do ano seguinte. Havia jogado em Caruaru dois dias antes da data marcada para enfrentar o Atlético-PB (derrota por 2 a 1 para o Central) e tinha uma decisão prevista para a quarta-feira seguinte, três dias depois da última rodada do Campeonato Paraibano. Precisaria vencer o Itabaiana, em Sergipe, para se classificar à próxima fase da Segundona do Nordestão. 



  Oficialmente, o Campinense propôs o adiamento do jogo contra o Atlético-PB, o que não foi aceito pela FPF - na época, é bom lembrar, as federações não estavam alinhadas com a disputa regional, que não era reconhecida pela CBF. Assim, com a Raposa justificando "interesse maior" no jogo contra o Itabaiana, era certo que o time não viajaria para o Sertão. 


 Mas a confirmação oficial não veio. E amanhecemos o domingo em Cajazeiras preparados para tudo. Ter ou não o jogo. Na concentração do Atlético-PB, a tese era a das mais incoerentes: o Campinense passaria por Cajazeiras a caminho de Itabaiana. E isso virou verdade absoluta na cidade. Ninguém se deu sequer o trabalho de ver no mapa a localização geográfica das duas cidades: o Sertão estava longe de ser uma parada obrigatória para quem ia com destino a Sergipe. 

                         Atlético-PB campeão de 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

 Aproveitamos a passagem para fazer registros fotográficos de tudo. Aquelas fotinhas 3x4 de todos os jogadores que emoldurariam a sessão "Heróis do Título" que estava preparada no jornal O Norte. Havia ainda a foto oficial do elenco, o poster que ficaria para a posteridade. Mesmo que, para isso, fosse dito que estávamos fazendo o mesmo com Botafogo-PB e Treze, os outros dois postulantes ao título - o que não era verdade, claro.


 Enfim, a decisão (que não teve) 



Chegamos no estádio por volta das 13 horas. Havia mais três horas de espera. As arquibancadas do Perpetão estavam abarrotadas. Ninguém sabia ao certo quantos ingressos foram vendidos. Pessoalmente, vi muita gente entrar a rodo. Deram carteirada até de coroinha da igreja. 



  Políticos, então... Aí era uma festa! Praticamente todos os representantes do Sertão estavam lá para "apadrinhar" o futuro campeão paraibano. Deputados estaduais, federais... O ex-governador Wílson Braga, na época um dos caciques da política paraibana, era o mais popular de todos.


 Fez questão de entrar no gramado, minutos antes da hora marcada. Não é preciso dizer que era acompanhado por dezenas de "assessores". Havia também muitos torcedores. A decisão estava muito mais para um comício ou uma quermesse, tão populares no Sertão, do que propriamente para os protocolos de um jogo decisivo. Vamos lembrar que 2002 era ano de eleições... 



  No meio desse burburinho todo, chegava a hora da partida. Nada do Campinense, claro. Mas, à beira do campo, uma imagem chamava a atenção: havia duas taças. E ambas com o status de oficial. Uma da FPF, prontinha para ser entregue; a outra da Prefeitura de Cajazeiras, sabe-se lá por quais razões estava ali para agraciar o Atlético-PB. 


 O tempo passava. A arbitragem tentava, em vão, tirar as pessoas do gramado. Quem vê hoje em dia a limitação do trabalho dos repórteres sequer imagina o que era aquele domingo de sol em Cajazeiras. Além das comitivas políticas, havia outras dezenas de profissionais em cada canto do gramado. Gravadores em punho, cada um deles fazia a matéria que lhe conviesse. Escolhia um personagem e apertava o REC... 
 O elenco campeão de 2002, do livro "Atlético de Cajazeiras - 70 anos de História", de Reudesman Lopes — Foto: Reudesman Lopes/Divulgação

 O Atlético-PB já estava em campo. E praticamente todos os jogadores foram requisitados para entrevistas. Relembrando a cena hoje em dia, não sei para onde foram gravados tantos depoimentos. Não havia blogs na época. Mas praticamente todas as rádios do Sertão estavam lá. Já eram passados dez minutos da hora marcada para o jogo. O juiz toma a decisão: esperaria mais trinta minutos. E, se o Campinense não chegasse, declararia o WO. 


 Mais espera, mais entrevistas, mais políticos roubando a cena... A tese da "passagem obrigatória para Itabaiana" ainda estava presente. As informações vinham a todo instante de Campina Grande: "O Campinense já saiu e chega a qualquer momento". 

 Era o Campinense? Não, claro que não! 


Para quem não conhece, o Estádio Perpetão fica às margens da BR-230. De onde estávamos, dava para ver o tráfego na rodovia. Que, por sinal, estava bem parada naquele domingo, 28 de julho de 2002. 

Atlético-PB, Campeonato Paraibano 2002, Atlético-PB campeão, — Foto: Redeusman Lopes / Atlético-PB


 JJá passávamos dos 30 minutos regulamentares. Mas a informação de que "o Campinense chegaria a qualquer momento" fez a arbitragem prolongar a espera. Não era só uma questão de bom senso. A FPF não queria ver um novo WO no seu campeonato, ainda mais decidindo o título. Seria uma terrível repercussão negativa. A cúpula da FPF, tentava, em vão, saber onde estava o Campinense. Esperaria o tempo que fosse necessário para ter jogo.


 De fato, o ônibus rubro-negro havia partido. Mas para Itabaiana. Pegando a BR-101 Sul. Sentido totalmente oposto ao do Sertão. 


 Sem adversário, o jeito foi encerrar a partida. O apito do árbitro foi a senha para a festa que tomou conta de Cajazeiras nas horas seguintes.


  As duas taças (sim, as duas) foram levantadas pelo capitão Wellington. Tassiano Gadelha, o técnico-presidente, era o mais procurado pelos microfones. Eduardo Silvestre, o fiel escudeiro, também era muito popular entre os repórteres. Muitos creditavam à dupla a mudança no tratamento com a Federação Paraibana de Futebol. E, nos bastidores, como fizeram de um time apenas limitado, campeão estadual de 2002. 


 Não ficamos para a festa. Pegamos a estrada de volta, repetindo o itinerário na ordem inversa. Cajazeiras, Sousa, Pombal, Patos... Dessa vez não paramos em Coremas. Queríamos chegar logo em casa, ávidos por botar tudo no papel. 


 2002, um ano que nunca acabou Ainda não sabíamos que o Botafogo-PB iria recorrer ao TJD-PB alegando que o Atlético-PB tinha escalado um jogador irregular (o goleiro Alonso) em alguns jogos daquele Hexagonal. Também não tínhamos ideia que, quase duas décadas depois, o Paraibano de 2002 ainda renderia polêmicas por causa disso. 
 Festa na cidade de Cajazeiras com o título do Atlético-PB em 2002 — Foto: Reprodução / TV Cabo Branco 


 A FPF nunca proclamou o Belo campeão, como pedia o TJD-PB. Ao Atlético-PB couberam os louros da mais longa final de que se teve notícia do Campeonato Paraibano. 


 Chegamos ao fim da jornada. Não só O Norte, mas todos os jornais da época, estamparam em manchetes garrafais o título atleticano.


 FICHA TÉCNICA 

Atlético-PB WO x Campinense 

Data: 28 de julho de 2002

 Local: Estádio Perpetão (Cajazeiras) 

Arbitragem: Genival Batista Júnior, auxiliado por Paulo Roberto e Miguel Félix 


Atlético-PB: Andreon, Alves, Adriano, Zé Antonio e Rinaldo; Naldo, Nildo, Arnaldo e Kaká; Nino Baiano e Magno. Técnico: Tassiano Gadelha * O Campinense não compareceu e o Atlético-PB foi declarado vencedor da partida por 1 a 0.

Globo Esporte-Expedito Madruga 

sábado, 4 de julho de 2020

QUEM DEVERÁ VESTIR A CAMISA 10 DO SOUSA?


E a batata está nas mãos do Prof. Givanildo Sales, o treinador do Dinossauro Verde do Sertão: quem deverá vestir a Camisa 10 do Sousa? 


 Primeiro, a pergunta é ilustrativa. Pelo talento, maturidade e currículo dos dois atletas o que deve prevalecer não é o número da Camisa, mas sim, a bola jogada em campo. 


 Segundo, o filho do Sousa, Esquerdinha, já atuou com a 11 e, se não estou traído pela memória, com a 8 também. Do mesmo modo, acredito não seria o fim do mundo o meia Dakson carregar a 8. 


 Mas essa definição será do técnico. Aqui o que vale é a percepção da torcida: que vai vestir a 10 do Dinossauro? O que você faria se fosse o treinador Givanildo Sales?


Rede Garotão 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

PARAÍBA ESPORTE CLUBE MUDA DE CAJAZEIRAS PARA ITAPORANGA E PLANEJA VOLTAR AS COMPETIÇÕES



Tricolor do Sertão está com diretoria e sede novas e tem intenção de entrar nas disputas dos torneios de categorias de base e também na 2ª divisão do Campeonato Paraibano 


Por Silas Batista — Campina Grande 02/07/2020 17h36 Atualizado há 7 horas 



 O Paraíba Esporte Clube está de sede nova. Formado inicialmente de uma dissidência dento do Atlético de Cajazeiras, o Tricolor do Sertão agora vai mandar suas partidas em Itaporanga, também no Sertão do estado. A informação foi confirmada pelo novo presidente do clube, Germano Carneiro, que também detalhou quais serão os primeiros passos da agremiação em sua nova cidade. 



 - A gente tinha muito contato com a antiga diretoria, e o pessoal estava tendo dificuldades para seguir os trabalhos. Por isso nós chegamos a esse acordo para trazer o Paraíba aqui para Itaporanga. Vamos começar investindo nas categorias de base, mas o nosso pensamento é sim de voltar a disputar a 2ª divisão do Campeonato Paraibano e nós vamos sim honrar as tradições do Paraíba - comentou o dirigente. 


 Germano Carneiro assumiu o cargo de presidente do Paraíba, que agora tem sede em Itaporanga — Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal


A proposta do Paraíba, agora em nova sede, é buscar talentos da região de Itaporanga e formar duas equipes, uma sub-17 e uma sub-19, para disputar as competições de base do estado, principalmente o Campeonato Paraibano Sub-19, que dá vaga ao campeão (e frequentemente também ao vice) na disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior. 


 O dirigente informou também que todos os trâmites junto à Federação Paraibana de Futebol (FPF) já foram acertados e que o time está completamente apto a participar das competições. Ainda em Cajazeiras, o Paraíba disputou sua última competição na temporada 2017, quando acabou ficando na última colocação do Campeonato Paraibano e sendo rebaixado. Desde então, a equipe estava com atividades paralisadas em todos os seus departamentos.


Globo Esporte PB 

ATLÉTICO-PB ANUNCIA TRÊS REFORÇOS E TOTALIZA 32 ATLETAS NO ELENCO PARA A DISPUTA DA RETA FINAL DO PARAIBANO.





Treinamento em campo voltou a acontecer na última sexta-feira, no Estádio Higino Pires Ferreira — Foto: Joacy Júnior / Atlético-PB

Com data marcada para voltar a campo na disputa do Campeonato Paraibano, o Atlético de Cajazeiras anunciou, na manhã desta quinta-feira, a contratação de mais três jogadores para fortalecer ainda mais o seu elenco. Chegam ao time o zagueiro Marcos Arthur, que estava no Petrolina, de Pernambuco, o volante Jean Henrique, que vem do Votuporanguense, de São Paulo, e o atacante Henrique Pachu, que tem passagens pelas categorias de base do Botafogo e estava no Atibaia, de São Paulo.
Trinca de reforços do Atlético de Cajazeiras para a sequência da temporada — Foto: Divulgação /   Atlético de Cajazeiras                                                                                                                 

 Com eles, o Trovão Azul chega à quarta contratação para o prosseguimento do estadual. Antes deles, o clube alviazulino já havia acertado o retorno do zagueiro Wesley Barbosa, que foi capitão da equipe na boa campanha no ano de 2017. Além dessas aquisições, a diretoria se esforçou a ponto de conseguir estender o vínculo de empréstimo do volante Ferreira pelos próximos três meses. 


 Com a chegada desses jogadores, o Atlético de Cajazeiras conta agora com um elenco de 32 atletas. O número poderia até ser maior. Só que, logo após a primeira sessão de testagens de Covid-19 no clube, o zagueiro Egon e o lateral-esquerdo Jackinha foram dispensados por negligenciarem os protocolos de saúde adotados pela diretoria atleticana. 


 O Trovão Azul deve entrar em campo, depois de quatro meses, contra o Campinense, no próximo dia 22. Líder do Grupo A, o Trovão por garantir a classificação antecipada para as semifinais do estadual se vencer esse jogo contra a Raposa e Botafogo-PB e Treze torpeçarem.

Globo Esporte.com PB